O bombardeio de Tóquio, em 18 de Abril de 1942, pelo General Doolittle, feriu em cheio o orgulho japonês. Procurando meios de tirar um desforra, planejaram os japoneses o que a história registra como a primeira campanha transoceânica de balões automáticos. Os preparativos levaram 2 anos, mas num período de 6 meses eles soltaram 9.000 bolsas de gás engenhosamente fabricadas e destinadas a deixar cair bombas incendiárias e explosivas sobre as florestas, fazendas e cidade dos EUA.

Essas novas armas, de 10 metros de diâmetro chamadas de Fugos e feitas de papel, deveriam atravessar o Pacífico a uma altura de 9 a 10 mil metros, aonde correntes de ar predominantes sopram na direção dos EUA a uma velocidade de 160 a 320 Km/h. Embora nenhum controle humano, nem fosse exercido sobre os balões depois de soltos, calcula-se que pelo menos 900 a 1000 alcançaram o continente americano. Apareceram desde o Alasca até o México.
Seu mecanismo de vôo era simples mas bem engenhoso. Os balões subiam muito alto mas com o orvalho da noite ficavam cada vez mais pesados e iam descendo de pouco em pouco. Caso a descida fosse acentuada, um altímetro implantado acionava um mecanismo em que se soltava um saco de areia e o balão subia novamente. Estes balões atravessavam o Pacífico assim e iam parar nos mais diversos locais da América do norte.

Cerca de 200 deles foram encontrados, quase completos, no Pacífico norte-ocidental e no oeste do Canadá. Destroços de outros 75 foram achados em terra, nos mais diversos pontos, ou pescados nas águas costeiras do Pacífico, e clarões vistos do céu indicaram aos observadores que pelo menos uns 100 balões explodiram no ar. Procurou diminuir a importância desse ataque. Mas o fato é que ele representou um notável progresso na arte da guerra. Pois pela 1º ordem; vez foram lançados através do mar engenhos não dirigidos pelo homem, com real perigo de grandes danos. Felizmente, as neves do inverno eliminaram o risco de incêndios nas florestas. Se o ataque de balões tivesse prolongado pelo seco verão, quando vastas florestas do Oeste dos EUA pegam fogo como palha; se os japoneses tivessem continuado, como em março de 1945, a lançar centenas de pequenas bombas incendiárias, em vez das poucas e grandes que traziam, ou com agentes bacteriológicos- teriam causado terrível devastação. Os americanos na época faziam de tudo para esconder a nova ameaça, porem vários jornais locais denunciavam a presença delas:

Os japoneses fizeram suas primeiras experiências de lançamento em massa de balões de gás na primavera de 1944, soltando 200 delas. Nenhuma chegou à costa do EUA.
Os Fugos ainda trazem algumas ironias desconcertantes. Um deles enroscou-se em linhas de transmissão de eletricidade que serviam a uma usina de enriquecimento de urânio em Hanford, Washington. Urânio esse que seria jogado em Nagasaqui meses depois, sob a forma arrasadora de uma bomba atômica. Como se não bastasse, a forma como os fios do balão enroscados nas linhas de transmissão causaram um curto-circuito viria a ser repetida nos anos 90 por avançadíssimas bombas americanas no Iraque e em Kosovo, compostas de tiras de carbono destinadas a se enroscar em fios de alta tensão. Outra: Planos de ataques bacteriológicos lançados por balões teriam sido encontrados há pouco no Paquistão. Este era justamente o maior temor de uso dos balões-bomba durante a Segunda Guerra, algo que acabou nunca ocorrendo. Devemos notar que, como o inusitado ataque de aviões suicidas de 11 de setembro (que lembram ataques Kamikazes), um ataque terrorista lembrando ‘Fugos' é um perigo real mas amplamente desconhecido.
Longe de serem meras curiosidades históricas, como visto os Fugos têm inúmeras implicações no cenário atual. Eles também ensinam que a História real se relaciona com as teorias ufológicas de conspiração, tirando-lhes os detalhes mais mirabolantes, e ao mesmo tempo que a ufologia, sem constrangimento, se relaciona com a História, que tem sim suas conspirações e encobrimentos governamentais. Que são algo bem terrestre, humano e concreto.
Aliais, olhem só como tais UFOS são semelhantes aos balões japoneses:

SK_Sparrer
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
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