Aspectos da Guerra Aérea
Dentre todas as
inovações tecnológicas e táticas da II Guerra Mundial, a utilização
do avião como arma foi uma das que mais modificaram o panorama tático
militar.
"Nunca mais a retaguarda seria um lugar seguro"
Inicialmente, o avião foi utilizado para
reconhecimento aéreo, no final do conflito mundial de 1914-48 os
famosos "dogfights" aconteciam nos seus da Europa e os
primeiros bombardeiros estratégicos aconteciam, mas não mudaram
estrategicamente os rumos das batalhas.
Nas primeiras ações da IIWW, a Luftwaffe com larga experiência adquirida na Espanha, aprimorou a tática de desorientação e fustigamento das linhas de abastecimento e pontos de retaguarda inimiga.
Despreparado para esse conceito, as linhas de logística do Exército
polonês poucas vezes conseguio ser eficiente, principalmente porque
multidão de refugiados congestionavam as poucas estradas. O caos psicológico
ao qual foi submetido a população civil polonêsa desorientou todo o
seu sistema logístico, pois antes, apenas a presença física do
inimigo proporcionava semelhante desordem civil, mas a aviação de
artilharia, empregando os Ju-87 Stuka como plataforma artilhada levou
concentração de fogo onde antes não ocorria. Embora numeroso, o Exército
polonês ( antes da invasão de sua retaguarda pelos russos) não
conseguio concentrar suas reservas onde necessário pois seu sistema de
comunicação foi totalmente destruído, assim com boa parte de sua força
aérea, ainda nos primeiros dias da campanha.
"Por uma pista de pouso"
A utilização do avião como apoio cerrado, face
importante da Blitzkrieg, pôs em evidência um alvo que seria daí para
frente prioritário: A captura de bases e aeródromos. Pois embora o
poder de fogo da Luftwaffe fosse eficiente, assim que conseguido a
superioridade aérea, havia ainda o problema do curto raio de ação das
aeronaves. Portanto para apoio aproximado era necessário capturar bases
e aeródromos que pudessem ficar totalmente operacionais para ações na
linha de frente.
Essa nova concepção norteou os estrategistas militares em diversas campanhas, a partir da Campanha da Noruega, onde as tomadas dos campos de Vaagso e Trondhein eram imprescindíveis para desembarque das novas tropas aeroterrestres, estas concebidas a partir do advento de numerosas frotas de transporte aéreo.
Também em outras ações alemães a tomada de aeródromos foi alvo prioritário como em Creta, onde o campo de Heraklion era alvo principal. Muito se comenta o fato do Gen Fryberg, cmdt das tropas britânicas não ter previsto essa ação e fortalecido a defesa do campo. Outras ações se nortearam por esse conceito como a decisão da Invasão da Sicília em detrimento da invasão das ilhas gregas, justamento pelos diversos aeródromos sicilianos permitirem à Luftwaffe e à Reggia Aeronáutica atacarem os navios no mediterrâneo. Pelo mesmo motivo se promoveu a invasão da Córsega. No Pacífico as ilhas com aerodromos ou com possibilidade de construí-los foram priorizadas para desembarque como Gualdalcanal ( Campo Henderson), Iwo Jima e Okinawa.
No dia D a prioridade das tropas aeroterrestres eram as pontes sobre os
rios próximos ás cabeças de ponte, porém antes teria que se
assegurar zonas de pouso para os planadores.
"Duelos de Espadas"
Embora bastante romanceada desde as lutas de
triplanos e biplanos na I Guerra Mundial, os Dogfights tomaram proporções
decisivas apenas na Batalha da Inglaterra, onde o comando de caças da
RAF conseguiu desequilibrar as ações da Luftwaffe, recuperados pelo
erro de desviar os esforços dos bombardeiros de aeródromos e estações
de radar que permitiram à Grã-bretanha sustentar a luta no verão de
1940. As épicas lutas entre os Me-109 e os Spitfire nunca mais se
repetiram com a mesma intensidade, passando as táticas aéreas para
Bombardeios estratégicos e ataques ao solo, estas sim, estratégias que
definiram a sorte do conflito.
Mas não há como não exaltar feitos dos ases da II Guerra Mundial, como Erich Hartmann, Joachim Marseille, Richard Bong, Saburo Sakai, Jonnhye Johnson, etc.
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