Bombardeiros
Japoneses
A
Serviço do Império Nipônico.
Kawasaki
Ki-48
Em dezembro de 1937, a Kawasaki Kokuki Kogyo K.K
recebeu instruções para produzir uma aeronave bombardeiro bimotor leve, que
alcançasse 480km/h a 3.000m de altitude, levando 400 kg de bombas, mais
armamento defensivo, e que fosse capaz de operar em ambientes extremamente
frios. Definidos os requisitos, o projeto foi iniciado em janeiro de 1938,
recebendo a denominação final de Ki-48, sob a supervisão do engenheiro Takeo
Doi.
Foi escolhida uma configuração de asa à meia fuselagem, porão de bombas
interno, quatro tripulantes (piloto, bombardeiro, operador de rádio e
navegador) e três metralhadoras para autodefesa. Ele levaria uma carga padrão
de 24 bombas de 15kg ou seis de 50kg. Inicialmente foi escolhido o motor
Nakajima Há-25, de 950hp, com hélices de passo variável. Devido a alguns
atrasos, o primeiro de quatro protótipos ficou pronto apenas após julho de
1939. Nos testes de vôo, o Ki-48 mostrou corresponder a todos os requisitos técnicos
e no final de 1939 foi iniciada a produção da aeronave, denominada Tipo 99 do
Exército/Bombardeiro Bimotor Leve Modelo 1 A (Ki-48-la).
O Bombardeiro participou de batalhas no front chinês, a ataques contra forças
britânicas e norte-americanas. Foram construídos 557 Ki-48-la e lb, essa sendo
uma versão do Ki-48-la com ligeiras modificações tendo sido construídos ate
julho de 1942.
Mas foi após o início da 2º Guerra Mundial , operando no Pacífico contra as
forças aliadas, que o Ki-48 apresentou suas fragilidades. Apelidado de
"Lily" pelos Aliados, se mostrou lento e fraco demais contra os caças
adversários. Diante das grandes perdas, os Ki-48 passaram então a operar
apenas de noite. Mas a essa altura uma nova versão do avião estava em
desenvolvimento. Em fevereiro de 1942, três protótipos do Ki-48II ficaram
prontos, incorporando novos motores Nakajima Há-115 (versão avançada do Há-25)
e mais blindagem em certos pontos. Sua produção começou dois meses depois do
primeiro vôo, com sua designação de Ki-48-Iib e equipadas com freios de
mergulho. Não houve melhora, o avião continuou sendo lento e fraco demais
contra os caças o que levou a mais uma versão, o modelo Iic, que portava
armamento diferente. Além dessa, foram tentadas várias outras opções de
armas de cano para autodefesa, todas elas também insatisfatórias. O Ki-48II
teve sua produção encerrada em outubro de 1944, após 1.408 unidades
produzidas.
Os sobreviventes foram adaptados para missões suicídas, armados apenas com uma
bomba de 800kg que explodia quando uma grande haste no nariz tocava o alvo.
Alguns Ki-48 serviram de plataforma de testes para os mísseis guiados I-Go-1-B,
ar-terra, da Kawasaki e outros para testar o turbojato experimental Ne-0. Houve
também uma versão fortemente armada e blindada, o Ki-81, e o monoplace Ki-174
de ataque, ambas versões não terminadas.
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|---|---|
| Ki-48 - Unidade Hayashi / 8º Sentai / 2º Chutai | Ki48-II em Fevereiro de 1944 |
Kawasaki
Ki-66
Fascinado com o desempenho dos bombardeiros de
mergulho alemães na Guerra Civil Espanhola e mais tarde, na fase inicial do
conflito mundial, na Polônia e na França, em setembro de 1941, o Exército
Japonês solicitou a Kawasaki que desenvolvesse uma aeronave com essas características.
O modelo deveria ser bimotor e capaz de levar entre 300 e 500kg de bombas. Foram
construídos seis protótipos e desenvolvidas varias versões, mas seu
desempenho apenas um pouco melhor do que o Ki-48 fez com que o programa fosse
cancelado em outubro de 1943.
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|---|---|
| Ki-46 no Hangar | Visão frontal |
Nakajima Ki-19
Perdeu em 1936 a concorrência para um bombardeiro
pesado bimotor, na qual o Mitsubishi Ki-21 foi o vencedor. Seus quatro protótipos
foram usados em vários testes e, em abril de 1939 um deles foi vendido para a
Domei Press, servindo como aeronave de comunicação, sob o registro J-BACN.
Mitsubishi
Ki-21
O Ki-21 foi a resposta da Mitsubishi ao
requerimento do Exército Japonês, datado de 15 de fevereiro de 1936, para um
bombardeiro pesado bimotor que deveria substituir modelos já obsoletos ainda em
operação. Dois protótipos foram inicialmente construídos, ficando prontos em
dezembro de 1936, e na disputa com o Nakajima Ki-19, o Mitsubishi Ki-21 logrou
êxito na concorrência. Seu desenvolvimento transcorreu sem problemas e já em
1938 o modelo foi enviado para combater no front chinês. Com o início da 2º
Guerra Mundial, ele também pôde ser visto em todas as frentes de combate do
teatro do Pacífico, tendo inicialmente um bom rendimento enquanto tinha como
principais inimigos caças aliados obsoletos. Quando caças mais modernos começaram
a atuar nesse teatro, a vida dos Ki-21 foi ficando difícil, o número de perdas
aumentando consideravelmente. Foram desenvolvidas duas versões básicas da
aeronave, o Ki-21-l e o Ki-21-ll, sendo alguns deles modificados para transporte
de soldados e cargas.
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|---|---|
| Ki-21 Sally | Em formação |
Kawasaki
Ki-91
Projeto iniciado em 1943 para um bombardeiro
quadrimotor com cabine pressurizada, foi suspenso em fevereiro de 1945 quando um
reide de B-29 destruiu as instalações onde o protótipo estava sendo construído.
Previa um raio de ação de 4.500km, impulsionado por motores Mitsubishi Há-124
Rude de 2.500 hp cada, alcançando uma velocidade máxima de 580km/h, com
certeza teria mudado o rumo de muitas batalhas na costa Japonesa.
Nakajima G10N1 Fugaku
Um bombardeiro imenso, nascido para atacar o coração
dos EUA e tentar reverter a situação desfavorável na guerra. Pensando nisso
em abril de 1943, a Nakajima resolveu por conta própria iniciar estudos para um
avião que pudesse bombardear o território americano a partir de bases no Japão.
Meses mais tarde, esses estudos se tornaram a base para um projeto em conjunto
da Marinha com Exército que previa uma aeronave com seis motores, capacidade
para levar até 20.000kg de bombas em missões curtas ou 5.000kg em missões
sobre os EUA, teto de serviço acima dos 10.000m de altitude e velocidade máxima
de 680km/h. Estes requisitos colocavam o modelo como mais avançado bombardeiro
pesado da época, com capacidades superiores até ao B-29.
Inicialmente ele seria equipado com seis Nakajima Há-505 de 5.000hp, mas por
atrasos no desenvolvimento deste motor foi decidido que o G101N1 seria equipado
com Nakajima NK11A, de 2.500hp. O Fugaku teria 40m de comprimento e 63m de
envergadura, porém, quando a guerra terminou ele ainda estava em
desenvolvimento, não tendo sido construído nenhum protótipo. Outra máquina
que poderia ter mudado a história mas não chegou a alçar vôo.
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|---|
| Planta, Fugaku |
Mitsubishi
G3M
Projeto surgido em 1933, quando o almirante
Isoroku Yamamoto, chefe da divisão técnica do bureau de aviação naval,
convenceu o comando da Marinha Imperial de que era necessária a adoção de uma
aeronave de longo alcance baseada em terra que pudesse apoiar as ações navais
no Pacífico, visto que nesse teatro os aeródromos eram extremamente afastados
uns dos outros. Inicialmente foi entregue a Mitsubishi um requerimento para um
bimotor de reconhecimento de longo alcance, que seria um protótipo com a
performance necessária para um futuro bombardeiro. Designado Ka-9, ele fez o
seu primeiro vôo em abril de 1934, demonstrando excepcionais características
de maneabilidade e controle, logrando atingir um alcance de 6.040Km. Os
resultados obtidos pelo programa de testes foram bem recebidos e apesar de a
Nakajima ter tentado emplacar um projeto seu para suplantar o Ka-9, a Marinha
Japonesa autorizou o desenvolvimento do bombardeiro de longo alcance pela
Mitsubishi. As novas especificações previam uma carga ofensiva de 800kg e três
metralhadoras de autodefesa, e o novo projeto foi denominado Ka-15.
O primeiro protótipo voou em julho de 1935, um mês após ficar pronto, e
demonstrou ser um excelente avião. Outros vinte foram construídos, em seis
configurações diferentes, e em junho de 1936 iniciou-se a produção do tipo
96 Naval/Bombardeiro de Ataque Modelo 11 ou G3M1Logo uma versão melhorada
entrou em produção com designação de g3m2e, em 14 de agosto de 1937, uma
semana depois do início do segundo conflito sino-japonês, uma formação
dessas aeronaves decolou de formosa para atingir alvos dentro do território
chinês. Era o primeiro reide de bombardeiro transoceânico da história da aviação.
No final dos anos 30, vários G3M1 e G3M2 foram convertidos em transporte
militares e civis. Um desses civis deu uma volta no globo, de 26 de agosto a 20
de outubro de 1939, perfazendo um total de 194h de vôo e 52.820km percorridos.
Nell, como era chamado pelos aliados, teve sua principal ação em 10 de
dezembro de 1941. Nesse dia, uam formação de 60 G3M2 e 26 G4M1 atacou e
afundou os couraçados britânicos HMS Prince of Wales e HMS Repulse, numa
ousada ação que pegou os britânicos de surpresa e contribiu para a queda de
Cingapura em mãos japonesas Em 1941, mais uma versão da aeronave foi
produzida, sendo denominada G3M3, mas nessa época os G3M estava sendo substituídos
pelos modernos G4M.
No final da guerra poucos desempenhavam papel de bombardeiro, os sobreviventes
foram usados como transporte, rebocador de planadores, treinadores e até com
radar de busca.
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|---|---|
| G3M | Sobre o aeródromo |
G4M
Surgiu de um requerimento da Marinha feito à
Mitsubishi para substituir o tipo 96 Bombardeiro/Naval de Ataque (G3M), havendo
o requerimento de que o novo tipo alcançasse 387km/h, com alcance de 4.815 km
sem bombas, e 3.700 km com um torpedo de 800kg, além de quatro metralhadoras
calibre 7.7mm e um canhão calibre 20mm para autodefesa. Após atraso no
projeto, o primeiro protótipo do G4M1 ficou pronto em setembro de 1939 e em
outubro realizou o seu primeiro vôo, empulsionado por dois motores Mitsubishi
Kasei 11 de 1.530h.
O segundo protótipo ficou pronto em janeiro de 1940, com algumas diferenças em
relação ao primeiro, e nos testes excedeu todas as expectativas de desempenho,
chegando a marca de 432km/h de velocidade, com um alcance máximo de 5.550 km.
Mas apesar do sucesso, a falta de um caça de longo alcance que pudesse escoltar
os bombardeiros fez com que a entrada em produção do G4M fosse prostergada,
para que desse lugar ao desenvolvimento de uma versão altamente armada desse
bombardeiro, que faria as vezes escolta para os G3M nos reides sobre a China.
Trinta desses “caças pesados”, denominados G6M1, foram construídos em
1940. Portavam quatro canhões de 20mm e uma metralhadora de 7.7mm. O desempenho
insatisfatório em combate levou a modificação desses modelos para aeronaves
de treinamento e transporte de pára-quedistas.
Em 1940, a produção da versão foi autorizada e, em 1941, o modelo já entrava
em combate na China. No inicio da Guerra em que o G4m esteve presente nas ações
contra couraçados, além de operar com sucesso desde a Austrália até as
Filipinas
O aumento da presença de caças inimigos no pacifico infringiu pesadas baixas
para o “Betty” como era chamado pelos aliados, parte as custas das limitações
do projeto que, para conseguir maior autonomia, retiraram a blindagem de proteção
à tripulação e dos tanques de combustível. Com isso, ao enfrentar caças
norte-americanos que defendiam Port Moresby, o G4M1 registrou um número
proibitivo de perdas, o bombardeiro se incendiava com alguns tiros. Muitas versões
de G4M foram desenvolvidas mas nenhuma com capacidade de suportar tiros sem se
incendiar e poder voar longe, então, eles tiveram de suportar pesadas baixas,
por toda sua carreira.
Quando enfim o G4M foi transferido para a retaguarda, tornou-se um popular
transporte militar e foi num desses aviões que o maior estrategista nipônico,
o almirante Isoroku Yamamoto, morreu ao ser abatido por caças norte-americanos
e 18 de abril de 1943. Também foi construído um modelo especial para
transportar o missel pilotado Ohka, mas que no desespero dos últimos combates não
teve sucesso. O Betty foi o mais numeroso bombardeiros fabricado, com 2.446
exemplares em suas várias versões. Operou em todos os teatros onde os
japoneses combateram, desde o primeiro até o ultimo dia de hostilidades, quando
um par de G4M1 realizou a ultima missão do modelo no conflito, transportar a
comitiva que assinou a rendição do Japaão em 19 de agsoto de 1945.
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|---|---|
| G4M Betty e sua Tripulação | Visão do Gunner na cúpula traseira |
Nakajima G5N Shinzan
Em 1938, a Marinha japonesa começou a considerar
a hipótese de adquirir um bombardeiro com alcance entre 5.550 e 6.480 km. Para
isto, seria necessária uma configuração de quatro motores para o novo avião
e, por conta da falta de experiência da indústria japonesa em aeronaves desse
porte, foi empreendida uma solução inusitada: a Marinha negociou secretamente
com a Japan Air Lines a aquisição do protótipo do Douglas DC-4E, quadrimotor
de transporte de passageiros de origem norte-americana e que havia sido
adquirido pela companhia aérea japonesa.
Ao mesmo tempo, o Nakajima recebeu orientação para estar pronta a produzir um
bombardeiro a partir deste DC-4E. Assim, após recebido, o avião foi desmontado
e estudado, e no final de 1939 a Nakajima apresentava o primeiro protótipo do
G5N. Seu primeiro vôo foi em 10 de abril de 1941 e além deste foram construídos
mais três protótipos da variante G5N1 e dois da variante G5N2. Apesar de todo
o trabalho, o projeto não alcançou as expectativas e foi cancelado, as seis
aeronaves sendo então convertidas para uso como cargueiros.
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|---|---|
| G5N Shizan estacionado | Um dos poucos quadrimotores japonês |
Nakajima G8N Renzan
No final de 1942, a Marinha Japonesa lançou as
especificações para um bombardeiro com 7.400 km. de alcance e 576km/h de
velocidade máxima. Chegou-se à conclusão de que a aeronave deveria possuir
quatro motores para que o rendimento desejado fosse obtido. O desafio não era,
portanto, pequeno. Vale lembrar que, de modo similar à Luftwaffe, o Japão
desenvolveu sua arma aérea de bombardeiro baseada em modelos táticos,
relativamente “leves”. O tipo japonês designado “pesado” Ki-21, por
exemplo, tinha carga de bombas de no máximo 1.000kg, menos da metade da carga bélica
de um B-17F Flying Fortress. Porém, com o Renzan, os japoneses esperavam poder
contar com um legítimo bombardeiro pesado estratégico, e quase conseguiram.
A Nakajima foi escolhida para desenvolver o projeto, denominado do G8N1, e foram
construídos quatro protótipos, o primeiro deles voando em 23 de outubro de
1944, e estes alcançaram desempenho satisfatório nos testes de vôo. De fato,
Renzan era bastante sofisticado e tinha linhas elegantes e muito modernas, num
projeto totalmente próprio. O tempo do Japão atacar, porém, já passara. A
prioridade de defender as ilhas japonesas no final da Guerra obrigou a Marinha a
cancelar o projeto. Numa tentativa de reverter a decisão, a Nakajima
desenvolveu uma versão para transportar o míssel guiado Okha, mas no final da
guerra chegou antes que se pudesse produzi-lo em série.
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|---|---|
| Nakajima GN8 | No Hangar |
Mitsubishi Ki-67 Hiryu
Em 1941, a Mitsubishi recebeu isntruções para
desenvolver e construir três protótipos de uma aeronave de bombardeiro pesado
que viria a ser o substituto do Nakajima Ki-49. Em 27 de dezembro de 1942, o
primeiro protótipo voou pela primeira vez e já nessa época foi sugerido que o
modelo fosse modificado para lançar torpedos. A idéia foi tão bem sucedida
que se decidiu tornar o equipamento padrão nos exemplares a serem ainda construídos.
Sem bombas o Hiryu era altamente manobrável, podendo efetuar manobras acrobátcas,
como loopings e seus controles se mantinham suaves e precisos mesmo em mergulhos
a 600km/h. A maior parte dos Ki-67 possuia 5 metrancas Tipo 98, de 12,7mm, e um
canhão Ho-5 de 20mm, na torreta dorsal; e sua carga de bombas máxima era de
800kg(normal 500kg). Com velocidade de cruzeiro de 400km/h o Ki-67 podia chegar
a até 537km/h.
O modelo entrou em combate penas em outubro de 1944 na batalha da Formosa e teve
uma atuação bem ativa até o final da Guerra, tendo feito inclusive missões
contra bases de B-29 nas ilhas Marianas e na defesa de Okinawa. Somente 698
foram produzidos, devido ao terremoto ocorrido 1944.
Único bombardeiro usado tanto pela Marinha quanto pelo Exército, o Hiryu tinha
uma agilidade em vôo “de caça”, era bem protegido e armado, e levava uma
carga de bombas apreciável. Como outros tipos japoneses, chegou tarde demais às
unidades de combate, e embora pilotado e guarnecido com bravura, pouco
influenciou no rumo dos combates.
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|---|---|
| Ki-67 em construção | Unidade ja pronta pelas proximidades da pista |
Yokosuka P1Y Ginga
O projeto deste bombardeiro médio teve início em
1940, com o objetivo de se produzir uma aeronave multifuncional, comparável ao
Junkers Ju-88, North American B-25 Mitchell e Martin B-26 Marauder.
Possuía um par de motores Nakajima Homare, ainda em desenvolvimento. A previsão
era de que ele alcançasse velocidades acima de 540km/h, levando uma carga padrão
de armas que consistia em um torpedo de 800kg ou duas bombas de 500kg
internamente, além de duas metralhadoras para autodefesa. Em agosto de 1943, o
primeiro protótipo ficou pronto, fazendo seu primeiro vôo logo em seguida. Mas
apesar das boas características de vôo e alta velocidade, sua manutenção era
extremamente complicada para as equipes de terra, que sofriam com o problemático
sistema hidráulico e com o motor. Isso tudo fez com que a Marinha Imperial
relutasse em aceita-lo no serviço ativo, o que só aconteceu no final de 1944.
Durante esse período de incertezas, varias modificações foram sendo
empreendidas, como a adoção de um pára-brisas incorporado ao nariz,
semelhante aos Heinkel-111 alemães, além de várias alterações mecânicas.
Foram testados também armamentos defensivos de uma larga gama, mas os antigos
problemas persistiram e só na primavera de 1945 o avião entrou em combate.
Porém, como diversos tipos japoneses do final da guerra, apesar de todas as
dificuldades operacionais o France (codinome aliado do P1Y1) se mostrou ma
excelente aeronave, ganhando o respeito de seus adversários. Houve uma
tentativa de criar-se uma versão de caça noturno com o objetivo de fazer oposição
aos bombardeiros americanos que castigavam o Japão, denominado P1Y2, mas sua
fraca performance fez com que ele atuasse apenas como bombardeiro. Uma versão
de radar de busca e várias outras versões estavam em desenvolvimento quando a
guerra terminou.
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|---|---|
| P1Y Ginga | Semelhança com o Heinkel-111 Alemão |
Nakajima Ki-49 Donryu
Em 1938, o Exército japonês lançou especificações
para o projeto de uma aeronave que substituísse o Mitsubishi Ki-21, que entrara
em serviço ativo no ano anterior. O novo avião deveria ser capaz de operar sem
escolta e para isso era exigida uma velocidade máxima de 500km/h, além de
forte armamento de autodefesa. A essas exigências, somavam-se a um alcance de
3.000 km e uma carga bélica de 1.000kg. Os trabalhos começaram no verão de
1938, e a experiência adquirida com o Ki-21, ao monta-lo sob licença trouxe
uma grande vantagem para a Nakajima ao projetar seu sucessor. A primeira das dez
aeronaves de testes(três protótipos e 7 aeronaves de pré-série) ficou pronta
e vôou em agosto de 1939 e, em março de 1941, após todo o processo de
certificação, foi iniciada a produção do Tipo 100 do Exército/Bombardeiro
Pesado Modelo 1 ou Ki-49-l.
Mas ainda durante o período de testes uma versão de caça de escolta do Ki-49
já estava sendo projetada, em virtude do preocupante número de perdas de
bombardeiros no front chinês, onde não havia caças de escolta com alcance
suficiente para acompanhar os atacantes em todo o trajeto de ida e volta do
alvo. A idéia foi abandonada quando se encontrou no caça Nakajima Ki-43 a solução
de alcance das escoltas.
Apenas em 1942 o Donryu entrou em combate pela primeira vez, atacando alvos na
China. Pouco depois já era possível vê-lo sobre a Nova Bretanha, Nova Guiné
e norte da Austrália. E apesar do pouco tempo em operação, seus defeitos
ficaram evidentes, velocidade insuficiente para evitar interceptação e carga bélica
efetiva reduzida. Em vista disso a aeronave recebeu modificações e uma nova
versão surgiu, o Ki-49-II. Mas, a despeito de tudo isso, o modelo continuava
com desempenho abaixo do esperado, sendo muito criticado pelas tripulações por
sua velocidade e características de vôo. Em virtude disso, ele foi sendo
modificado para cumprir uma série de funções secundárias, como patrulhar a
costa como anti-submarino, transporte de cargas, tropas e uma curiosa adaptação
de linha de frente onde ele fazia as vezes de caça noturno. Nessa situação os
Ki-49 decolavam em pares, um dos aviões levando um farol de busca no nariz para
localizar os inimigos e o outro atacava as presas com um canhão de 75mm montado
na fuselagem. Mas, por conta da baixa performance do avião, os resultaos
ficaram dentro do esperado. Após dezembro de 1944, a maioria dos Donryu foram
usados em ataques suicídas contra a frota americana que apoiava o desembarque
em Mindoro. Para essas missões, a tripulação foi reduzida a dois pilotos e o
armamento todo removido, a carga de bombas sendo elevada de 1.000 kg para 1.600
kg, fazendo com que o Helen(codinome aliado) fosse uma bomba voadora poderosíssima!.
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|---|---|
| Ki-49 Donryu | Ki-49 IIb abandonado nas Filipinas, 1945 |
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
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