Contra os B-29
Defendendo o
Império Japonês.

      Os bombardeiros Norte Americanos Boeing B-29 atacaram o coração da nação japonesa durante o final da segunda guerra mundial. Cidades como Tóquio, Nagoya, Kobe, entre outras, sofreram pesados ataques.

Ataques em Tóquio.

      Os bombardeiros B-29 SuperFortalezas, voavam em alturas elevadas atingindo seus alvos terrestres com explosivos de impacto ou com bombas incendiarias. Suas missões eram rotineiras de escalas distantes, partiam de bases recentemente capturadas na região ocidental do Pacífico. Embora a força nipônica estivesse equipada e preparada para enfrentar o inimigo, o comando da JAAF encontrou-se em um paradoxo ao se deparar com os bombardeiros B-29, pois dispondo dos meios convencionais era praticamente impossível derrubar um destes aviões. Foi então necessária à adaptação das aeronaves remanescentes e a utilização de táticas aéreas por parte dos pilotos, que provaram ser altamente bem sucedidas.

Instrutor explicando táticas de ataque para pilotos do 224º Sentai.

      Essas táticas foram bem sucedidas até o início das operações com caças P-51 no pacífico por parte da USAAF, que solicitou apoio na escolta aos bombardeiros, em abril de 1945.

Grupo de P-51 Mustangs na escolta dos B-29.

      A USAAF dividiu seus últimos ataques a ilha Nipônica em três fases de bombardeio estratégico, realizados pelas 20º e 21º forças aéreas. A primeira fase, comandada pelo general Harold Hansell, iniciou-se com os bombardeiros atuando em sua altitude máxima, tinha como meta a destruição de alvos militares japoneses. A segunda fase, comandada por Curtis LeMay, começou sobre uma altitude mais baixa e com ataques noturnos, junto com bombas incendiarias introduzidas em um esforço para destruir centenas de pequenas fábricas e indústrias no perímetro urbano das cidades. A terceira fase, conhecida como "fase final", tinha como alvo a destruição de aeródromos para reduzir o volume de ataques Kamikazes nas forças Americanas.

Super-Fortalezas em ataques.

      Os primeiros ataques ao Japão partiram do teatro China-Burma-Índia. Os B-29 eram carregados com pouca carga de explosivos, dando privilégio a quantidade de combustível, para assim concluir com êxito as grandes distâncias exigidas nas missões. Os japoneses estavam de prontidão para defender seu território. As principais aeronaves capazes de enfrentar as grandes altitudes dos bombardeiros americanos B-29 eram o Ki-44 "Shoki", Ki-45 "Toryu", Ki-61 "Hien" e Ki-84 "Hayate". Os pilotos também dispunham do apoio terrestre das artilharias antiaéreas (flak), canhões de luzes que varriam os céus em busca dos inimigos e incorporado na defesa uma rede de radares que avisava previamente quando raides de bombardeiros americanos estavam a caminho.

      No dia 20 de agosto 1944, 76 bombardeiros B-29 partiram para atacar as indústrias siderúrgicas de aço e ferro em Yawata. A batalha iniciou-se com uma recepção intensa do fogo antiaéreo japonês. Nos céus estavam 100 caças da JAAF. O combate foi brutal, e a operação terminou com 14 B-29 destruídas e 8 danificadas. Os japoneses perderam 17 caças, e tiveram mais 12 danificados. Imediatamente os americanos ficaram sabendo que estavam lidando com grandes pilotos japoneses. Esta situação continuou durante todo o conflito. Não há nenhuma dúvida que os ataques táticos e os ataques kamikazes eram barreiras em potencial a serem levadas em conta pelos americanos.

B-29 caindo em chamas.

      As técnicas japonesas de ataque aos americanos estavam tornando-se preocupantes. Em uma delas, o piloto de caça escalava o céu acima das formações de bombardeiros, e descia vagarosamente alvejando a lataria do Enola próximo a antena, no intuito de explodir ou danificar o compartimento de bombas. Este ato provou-se muito eficaz.

      Dos caças noturnos japoneses atuantes, um dos que mais se destacou foi o Ki-45, o qual fora preparado com dois canhões gêmeos de 20mm, montados bliquamente apontados para cima.

Ki-45 Toryu "O matador de Dragões".

      A idéia era de coordenar os ataques com canhões de luz em terra. Os aviões aproximavam-se pela área abaixo das formações e então disparavam. Mas poucas vezes este plano foi concretizado. O último ataque aéreo da resistência japonesa foi em 26 de junho de 1945, contra uma formação de 426 bombardeiros B-29.

Bomba atômica em Hiroshima.

      O Enola criou um final dramático a sangrenta guerra do Pacífico, foi o veículo aéreo responsável por carregar as bombas atômicas até Hiroshima e Nagasaki, forçando o Japão a se render em 15 de agosto de 1945.

 

Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm

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