Declaração de Guerra à Alemanha
Somente dois dias depois de a Wehrmacht ter ocupado a Polônia, em 3 de setembro de 1940, é que Grã-Bretanha e a França declararam guerra à Alemanha. O ataque nazista não foi exatamente uma surpresa, especialmente para a Ingleterra. O primeiro-ministro britânico, Neville Chamberlain, já vislumbrava a possibilidade de uma operação militar do Reich, tanto que em 24 de agosto de 1939, um dia após a assinatura do pacto de não-agressão entre soviéticos e alemães, a Grã-Bretanha anunciou sua decisão incondicional de apoiar a Polônia, transformando uma garantia de ordem geral dada em maio do mesmo ano em um tratado de assistência mútua: cada país se comprometia a dar ao outro toda a assistência no caso de um ataque , direto ou indireto, à soberania. Foi uma dicisão histórica: jamais a Inglaterra havia se envolvido de uma forma tão enfática em defesa de outro país.
A assistência praticamente irrestrita anunciada pelo governo britânico levou Adolf Hitler a suspender o ataque à Polônia -- marcado para 25 de agosto -- horas antes de ser iniciado. O Führer forjou uma negociação de paz a Grã-Bretanha, argumentando que naquele momento pretendia a retomada de Dantzig, atual Gdansk, o que seria sua última reivindicação após a anexação da Áustria, dos Sudetos e de parte da Checoslováquia, garantidas em março de 1938 por meio do Acordo de Munique, fechados com a Ingalterra e França.
Mas Chamberlian tinha razões históricas para não acreditar na palavra de Hitler. Em setembro de 1938 ele já havia desreispeitado os termos do Acordo de Munique, anexando todo o territória da Checoslováquia, e não apenas a parte cedida. No dia 30 de agosto, esgotadas as possibilidades de formalizar com a Inglaterra qualquer tipo de acordo, Hitler ordenou que a operação fosse desncadeada no dia seguinte. A Polônia começou a ser ocupada na manhã do dia 1º e somente na noite daquele dia foi que a França e a Inglaterra mostraram, ainda timidamente, que poderiam reagir.
Os ingleses notificaram a Alemanha que o prolongamento da operação militar nazista a obrigaria a cumprir seus compromissos com o governo polonês. Apenas no final da madrugada do dia 3 a Grã-Bretanha decidiu tomar uma posição enérgica: deu prazo para a retirada das tropas alemãs até as 11 horas; caso contrário, declararia o estado de guerra. A França seguiu no rastro, amarrada por seus compromissos -- o gabinete francês preferia estender o prazo para a desocupação até o dia 4.
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