Finlândia
O princípio da grande e histórica catástrofe chamada 2º Guerra Mundial, foi determinado em diversos momentos, em que acordos políticos entre a Alemanha e Rússia, que tinham como objetivo reconhecido, a cooperação mútua, mas que escondido, nas entre linhas dos alemães, era a conquista da soberania sobre outras nações. Mas o objetivo de guerra foi claramente exposto, diante de toda uma Europa alarmada, pelo inesperado acontecido acordo: o pacto de não agressão entre a Alemanha e a União Soviética, em 21 de agosto de 1939. O resto do mundo ainda não tinha consciência da "Grande Catástrofe" , mas desde 3 de abril de 1939, Hitler já tinha exposto o "Plano Branco", ao alto comando da Chancelaria do Reich, esse plano era a invasão da Polônia, já havia sido determinado que seria num momento qualquer a partir do dia 1 de setembro de 1939. Em 25 de agosto de 1939, Hitler antecipou esse ataque para 26 de agosto, às 4:45 hs, mas em 25 de agosto, precisamente, às 16 hs chegou a Hitler um comunicado de Mussolini, o qual dizia não achar-se em condições de intervir no conflito. Devido a esse fato, Hitler, mandou sustar o ataque e após algumas medidas estratégicas, fixou o ataque para 1º de setembro de 1939 às 4:45hs.
Em 3 de setembro, em meio a já tenebrosa invasão à Polônia, o governo da Grã-Bretanha, num ultimato aos alemães, dizia que entraria em guerra contra a Alemanha, a partir das 15 hs, caso não cessasse a invasão da Polônia. Esse mesmo ultimato foi semelhante ao da França, que veio logo em seguida. Isso não foi suficiente para intimidar Hitler e o exército Alemão continuou com a ofensiva de ataque que culminou com o domínio e aniquilamento do povo polonês. No dia 27 de setembro, chegava a Moscou von Ribbentrop, ministro das Relações Exteriores do Reich, para tomar ciência do que a Rússia pretendia, o que foi feito pelo próprio Stalin acompanhado por Molotov. Stalin queria tomar posse das nações bálticas. Depois de Hitler ser informado das pretensões russas, aprovou os planos soviéticos. E em 5 de outubro, numa nota à Finlândia, Molotov, convidava-a a participar da elaboração de um pacto. Na verdade, os finlandeses, foram pressionados, a assinar um pacto de ajuda mútua, que na realidade significaria deixar a Finlândia sob domínio soviético. O pacto, foi imediatamente rejeitado pelos finlandeses. Sendo assim, Molotov partiu para um claro ultimato. E como resposta a Finlândia, colocou em estado de prontidão 200.000 homens.
Diante disso Molotov, na manhã de 30 de novembro, declarou , a ruptura de relações com o povo finlandês e o início do confronto com os mesmos. O exército vermelho era superior ao da Finlândia, tanto em número quanto no poderio bélico. Mas mesmo assim os finlandeses não se intimidaram na luta, tendo no comando das forças da Finlândia, o Marechal Mannerheim. Os finlandeses tinham como principais armas, a coragem, a ousadia, a determinação em manter livre e independente à pátria. E eles foram incansáveis, no tocante, a repelirem o ataque do inimigo. Stalin, furioso, com os resultados contrários a sua ofensiva, determinou que o marechal Voroshilov, assumisse o comando no ataque. Ele decidiu por novo ataque as forças de Mannerheim, que durou todo o mês de janeiro de 1940. Em 5 de fevereiro, teve início a ofensiva direta, com numerosos e avassaladores bombardeios, mas os finlandeses resistiram bravamente, e fizeram o inimigo recuar. Mas, mesmo assim, os ataques continuaram, até que em 15 de fevereiro foi ordenada a retirada por Monnerhein. Mesmo assim a carnificina continuou por mais algum tempo, e em 6 de março, uma delegação finlandesa, chega a Moscou, para um acordo de paz, que determinava o "cessar fogo", assinado em 13 de março. Terminava assim o início de uma luta. A Finlândia tinha sido, covardemente, abatida.

O exército finlandês mostrou estar melhor preparado para
guerra de inverno que os soviéticos
Toda a 2º Guerra Mundial, foi marcada por batalhas violentas, onde o uso do desenvolvimento tecnológico, de equipamentos e armas foi devastador e decisivo, como na culminância da mesma, pela explosão das 2 bombas atômicas, cujas conseqüências, chocam a humanidade até hoje. Mas contrariando, toda destruição e dor causada pelo poderio bélico, da época, um povo, praticamente, desarmado, foi capaz de lutar, valendo-se do que tinham da coragem e do amor, pela manutenção da liberdade e independência de sua pátria. Foram os finlandeses que nos deram esse exemplo de luta e determinação. A Finlândia, não era considerada uma ameaça ao inimigo, mas como um ponto geográfico estratégico, necessário, para seu avanço na conquista, do principal, do mundo. A Finlândia, teve sua resistência vencida, pelos russos, em 15 de fevereiro de 1940.
Mas um fato, ocorrido durante os tenebrosos confrontos, merece nunca ser esquecido. Em 8 de dezembro de 1939, assumiu o comando na área de Ilomantsi-Tolvajärvi, o coronel Paavo Talvela e de imediato ordenou, ao tenente-coronel A. O. Pajari que comandasse um ataque na noite daquele mesmo dia, que resultou num significativo número de baixas, entre os russos, e que os manteve inertes por algum tempo. Mas no dia 11 de dezembro, o exército vermelho, ataca de surpresa uma coluna de Abastecimento. Mas o tenente-coronel Pajari, também os surpreendeu, reuniu um grupo de homens, daquele destacamento - cozinheiros, motoristas, assistentes, radiotelegrafistas, armeiros e outros - e sem ao menos disparar um tiro, usando apenas baionetas e facas, atacam e vencem o inimigo. A forte escuridão da noite e o terreno não conhecido, foram decisivos, para a vitória deste grupo de heróis anônimos, que dispensaram as armas de fogo. O combate foi travado silenciosamente, pelo uso de facas e da luta homem a homem. Só os gemidos, de um lado e de outro, são ouvidos. Mas os finlandeses, ao final, valendo-se do uso habilidoso com as facas e aproveitando as dificuldades do terreno, arrasa, aniquila, a Divisão de Infantaria Russa 139º.
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