O Furo da Rendição Alemã

Em princípios de abril de 1945, a resistência alemã na frente ocidental estava se desmoronando rapidamente. As tropas norte americanas haviam atravessado o Elba, e no caminho de Berlim nada existia capaz de dificultar-lhes o avanço. No entanto, recuaram a fim de permitir que os russos entrassem em Berlim.

Para os soldados e o povo dos Estados Unidos, os russos ainda eram bravos aliados; mas as relações oficiais entre Washington e Moscou já tinham sido perturbadas pela aberta desconfiança e mesma hostilidade dos russos. A política dos aliados ocidentais, baseada na conficção de que a vitória na Segunda Guerra Mundial de nada valeria se levasse a um conflito com a Rússia, era de aprimoramento para com Moscou. Os comandantes militares foram tirando partido de preferência que os alemães demonstravam pelos ocidentais.

Foi nesse ambiente de nervosismo que dois oficiais alemães, o Almirante Hans Georg von Friedeburg e o coronel Fritz Poleck, chegaram ao quartel general do marechal Montgomery, no dia 4 de maio. Tinham sido enviados pelo governo do Almirante Doenitz que subira ao poder depois da morte de Adolf Hitler a fim discutir a entrega de tudo que restava do Terceiro Reich. Isso, porém, excedia aos poderes de Montogomery, que os encaminhou  a Eisenhower, no Quartel-General, Avançado, em Reims.

O gabinete de Doenitz havia fugido para Flesburg, na fronteira teuto-dinamarquesa. As tropas britânicas entraram em Flesburg e o governo se tornou cativo, embora continuasse a funcionar. A estação de rádio de Flensburg, de grande potência, continuou operada pelos alemães, sob censura dos aliados.

 

_________________________________________________________________

Ir para: Textos

Ir para: 2ª Guerra Mundial - Principal