David Irving primeiro ganhou a atenção de sérios estudantes de história em 1963 com a publicação de seu primeiro livro, A Destruição de Dresden. Desde então ele escreveu próximo de uma dúzia de outros livros e traduziu mais três para o alemão. No processo ele se estabeleceu como talvez a principal autoridade do mundo sobre Hitler e certamente um dos primeiros historiadores do Teatro Europeu na Segunda Guerra Mundial.
Tendo escrito estudos aclamados pela crítica a respeito de aspectos da guerra no lado alemão, Irving decidiu investigar dentro do alto comando Aliado. Como ele apontou no prólogo A Guerra Entre Generais, na conclusão da guerra, o General Eisenhower tentou colocar uma tampa nas informações à respeito dos conflitos internos que despertaram ódio entre os Aliados Ocidentais. Embora algumas divulgações ocorreram depois da guerra, elas foram feitas somente depois que documentos da guerra foram tornados públicos e os herdeiros dos líderes mortos lançaram os diários e outros registros pessoais, é que elas possivelmente iniciaram a ganhar um total entendimento dos antagonismos que ocorreu entre os comandantes Britânicos e Americanos durante o último ano da guerra - da invasão da Normandia ao Dia V.
Duas principais questões estratégicas proveram fontes de disputa. A primeira foi se o desembarque na Normandia deveria ter sido total. Churchill foi contra ele, alegando que ao invés disso dirigirem-se para os Bálcãs. O britânico também argumentou insucesso contra a proposta americana de uma invasão do sudeste da França - ANVIL - que eles viram como um desperdício a dispersão de forças.
Uma vez os Aliados seguros na Normandia, o debate estratégico levantou a questão do grande-versus-pequeno ataque de frente contra a Alemanha. Montgomery e Patton procuraram lançar um simples ataque decisivo no coração do Reich, preferivelmente em direção ao norte, que poderia ter resultado na ocupação anglo-americana de Berlim. Einsenhower novamente prevaleceu, os Aliados levariam um ano cuidando para cruzar uma extensa frente, custando então milhares de mortes desnecessárias e deixando os soviéticos no controle da Alemanha central.
Muitos generais, ambos britânicos e americanos, encontraram falhas na estratégia do "front extenso" . Em 17 de novembro de 1944, Montgomery escreveu para Sir Alan Brooke: "Ele distribui as ordens... não há relação com a necessidade prática da batalha... Ele nunca comandou nada antes em toda sua carreira, agora, pela primeira vez, ele é eleito para tomar o comando direto de muitas operações em grande escala e ele não sabe como fazê-lo". Em um encontro uma semana antes com os chefes do Estado Maior, Brooke anotou: "Einsenhower, ainda que supondo estar correndo para o campo de batalha, está nos campos de golfe em Rheims - inteiramente isolado e praticamente não pegando parte na corrida da guerra". Patton considerou seu comandante em chefe "nada mais que um boneco, um enfeite."
Como se os descaminhos das operações militares de Eisenhower não bastassem, um jornal de Nova Iorque divulgou trechos do infame "Plano Morgenthau" - um esboço de uma política de ocupação draconiana de pós-guerra para a Alemanha. No verão de 1944, o Departamento de Guerra Americano redigiu um rascunho tratando de uma política de ocupação mais branda. Irving revela que um certo Cel. B. Bernstein do SHAEF (Supremo Quartel-General das Forças Expedicionárias Aliadas) furtou uma cópia do rascunho e, "repassando para os canais regulares do exército," enviou uma cópia para o Secretário do Tesouro, Henry Morgenthau, quem "foi ultrajado pela clemência do plano do Departamento de Guerra." O Secretário de Guerra Henry Stimson opôs-se ao programa de ocupação Cartagiana de Morgenthau mas, como Stimson disse, "os semitas" tomaram o dia, com Roosevelt e Churchill aprovando o Plano Morgenthau em 15 de setembro de 1944. Antes dos alemães submeterem-se ao Plano Morgenthau, ele confirmava o que a "Rendição Incondicional" anunciada em 1943 já havia sugerido, a saber, que a vitória por entre os soviéticos ou anglo-americanos poderia conduzir para a completa destruição da Alemanha e do povo alemão. Irving aponta que, seguido a revelação do Plano Morguenthau, "A resistência alemã, já fortalecida, tornou-se furiosa. O tributo da morte entre os soldados aliados aumentou."
Como o tempo passou e os arquivos abriram mais documentos para o exame de pesquisadores, nós podemos revisar nossa visão da ocupação alemã na França e as condições que seguiram a "libertação". John Eisenhower, o filho do general, comunicou: "Eu asseguro que absolutamente não há evidências de abuso alemão com a população... A atitude dos franceses foi de moderação. Ao invés de explodir de entusiasmo eles pareciam não somente indiferentes mas sombrios. Houve motivo considerável de querer saber se estas pessoas desejavam serem "libertadas". O assistente britânico do General Eisenhower concedeu que "As pessoas pareciam bem alimentadas e as crianças saudáveis e bem vestidas". E Sir Alan Brooke, Chefe do Alto Comando do Exército Britânico, observou: "A população francesa não parece de qualquer modo satisfeita em nos ver chegar como um exército vitorioso para libertar a França. Eles estão pouco contentes e nós estamos levando guerra e desolação para o seu país". Referindo-se à cidade de Carentan, Montgomery escreve para Brooke: "Eu vi o comunicado do SHAEF dizer ontem que a cidade estava sendo libertada. Atualmente, ela está completamente arruinada e que é difícil uma casa estar intacta; todos os civis fugiram. Isto é um tipo estranho de libertação". Irving explica que o povo francês viu somente os navios aliados e bombardeiros e tanques esmagando suas casas em ruínas. Em um ato reflexo de auto-preservação, muitos deles pegaram em armas para auxiliar o exército de Rommel contra os recém chegados entregadores da morte".
Em forte contraste com o filme longamente apresentado para nós de soldados americanos sendo saudados por uma população francesa agradecida, Irving é um dos muitos historiadores que estão colocando uma nova luz nestes eventos. Eles parecem distantes de atuações como os Escoteiros saindo em uma missão de misericórdia, muitos soldados americanos aterrorizados com as pessoas que eles supostamente estão libertando dos grupos de bandidos nazistas. Como Irving avisa seus leitores: "A provação dos franceses começou quando ficaram atrás da Normandia para saudar seus libertadores. Eles estavam sujeitos a serem invadidos, roubados, estuprados, assassinados. Na realidade, a atitude dos soldados em toda a Europa libertada causou apreensão em Washington. A União de Chefes reavaliaram uma história em Roma de que também as condições estavam piores do que quando os alemães ali estavam". Seguindo uma visita à Caen, B. H. Liddell Hart, o famoso estrategista militar britânico e historiador, mencionou que "muitos franceses falaram sobre a correção de atitude do Exército Alemão. Eles parecem particularmente impressionados que os soldados alemães são fuzilados por molestar as mulheres e comparam isto com a má atitude das tropas americanas com as mulheres". De acordo com a versão de um oficial do Exército Americano, "Infelizmente muitos destes atos de indisciplina são causados por tropas desordeiras".
A resistência alemã continuou no Outono e "a disciplina de algumas das melhores unidades americanas foi se rompendo", incluindo as famosas 82a e 101a Divisão de Pára-quedistas. Em 5 de novembro de 1944, a motorista e namorada de Eisenhower, Kay Summersby, recordou: "General Betts descreve que as condições disciplinares no exército estão ficando ruins. Muitos casos de estupros, assassinatos e pilhagem estão causando queixas pelos franceses, holandeses, etc." Um mês antes, General Leroy Lutes comentou: "O francês agora queixa-se que os americanos são uma espécie mais bêbada e desordeira que os alemães e esperam para ver o dia em que serão libertados dos americanos". Lutes descobriu que a propaganda Aliada que retratou os alemães como brutos é irreal: "Eu estou informado que os alemães não fazem pilhagem em residências, lojas ou museus. Pelo fato de que o povo exige que sejam tratados com escrúpulos pelo Exército de Ocupação". Pelo fim da guerra, mais de 450 soldados foram sentenciados à morte pela corte-marcial, quase todos por terem cometido crimes não-militares como estupro e assassinato.
O incansável Irving também está mostrando mais informações sobre o General Charles DeGaulle. Ele revela que para ajudar a pavimentar o caminho para o seu tencionado retorno, resistentes anti-gaullistas e independentes na França foram denunciados à Gestapo - quando na África do Norte Francesa, na esteira dos desembarques em 1942, gaulistas prenderam e executaram franceses que deram assistência às forças anglo-americanas. Depois, na véspera do Dia-D, DeGaulle insistiu que uma sentença fosse removida da transmissão da invasão de Eisenhower para o povo francês. A sentença dizia: "Quando a França for libertada de seus opressores, vocês mesmos poderão escolher seus representantes, e sobre o governo que querem viver". Irving persiste em descrever as condições que seguiram o Dia-D, caracterizando a "libertação" da França como uma "caça às bruxas" que tornou-se um inverno de longos punhais. Na Bélgica, também, a Resistência, fundada e nutrida pelos Aliados, tornou-se em uma criatura de Frankenstein que eles tiveram problemas em controlar".
O "Massacre de Malmedy" é revelado por Irving como um embuste inventado na época da guerra por papas do sensacionalismo. Durante a Batalha do Monte, uma unidade da 1a Divisão Panzer matou 80 soldados durante o tiroteio. Os americanos mortos foram alinhados na neve, mas os alemães foram forçados a recuar para Malmedy antes de os soldados mortos serem sepultados. Propagandistas Aliados lançaram este evento como a maior atrocidade da história, clamando que os americanos que foram feitos prisioneiros foram alinhados e fuzilados. Muitos alemães foram julgados depois da guerra por sua participação neste "crime de guerra".
Voltando-se para o outro lado, Irving apresenta muitos casos autênticos de soldados alemães sendo executados a sangue frio por tropas aliadas. Irving cita Patton, que escreve em seu diário em 4 de janeiro de 1945: "A 11a Divisão Blindada é muito verde e sofreram perdas desnecessárias. Houve também alguns incidentes infelizes em fuzilar prisioneiros. Eu espero que nós podemos encobrir isto".
Irving vai além de uma revisão dos debates estratégicos entre os generais Aliados e um re-exame de eventos significantes. Ele também revela as opiniões privadas de vários personagens principais que tinham um sobre o outro e revela muitas coisas interessantes sobre suas vidas pessoais. (Um grande crítico de Irving, Professor John Lukacs, tem especial ressentimento sobre algumas revelações de Irving, acusando o historiador britânico, nas páginas do Livro de Exames do New York Times, de "ao tentar reabilitar Hitler... Ele não somente conta aos seus leitores que Hitler foi um homem capaz... mas tenta convencê-los de que ele foi um homem moralmente superior aos seus oponentes". Aparentemente ele está totalmente autorizado para escrever - e especular - sobre as vidas privadas de Hitler, Goering, Goebbels, etc., mas não "grilou" para fazer o mesmo quando escreveu sobre os vitoriosos da II Guerra Mundial, que foram, nunca esqueçam, os envolvidos na grande "Cruzada na Europa".)
Um dos mais pitorescos generais americanos da guerra foi George S. Patton; Irving tempera sua narrativa com anedotas sobre ele, bem como outros. Patton ficou com inveja de algumas pessoas cuja "libertação" da tirania do Eixo foram mortas pelos americanos. Depois de gastar alguns meses lutando no Teatro do Mediterrâneo, Patton "disse a seu staff que ele não podia entender como os árabes podiam dividir suas barracas com os animais. Chegando à Sicília, ele adicionou que ele não podia entender como os animais podem viver com os sicilianos em seus quintais". Pelo fim da guerra Patton expressou sérias dúvidas sobre os resultados do conflito. Em uma carta para a sua esposa, ele confessou: "Berlim deu-me tristeza. Nós destruímos o que pode ter sido uma boa raça e repomos ela com mongóis selvagens". E em outra carta, Patton admitiu: "A porcaria nos jornais sobre fraternização está toda molhada... Todo o tipo de publicação é feita pelos judeus para pedir vingança. Atualmente, os alemães são as únicas pessoas decentes que restaram na Europa... Eu prefiro os alemães. Assim fazem seu primos [os britânicos]". Depois de visitar um campo de refugiados ele chegou a ver os judeus como "pior que animais".
Patton e Montgomery consideraram os soviéticos como uma séria ameaça. Ambos sentiam que era melhor levar a guerra para a Rússia em 1945, quando os anglo-americanos as forças de terra e ar estavam mobilizadas no continente, era melhor do que esperar por alguma crise que surgirá no futuro. Patton estava confiante que ele estaria em Moscou em meses.
Napoleão uma vez observou que "A História é uma mentira aceita". David Irving tem feito uma corrida para revelar mentiras aceitas. Por forçar seus leitores - entre eles membros da comunidade acadêmica - a revisar sua visão dos eventos da época, Irving está contribuindo para a reavaliação de nosso passado que é tão necessário para a construção de um futuro melhor.
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