Guerra na Ásia e no Pacifico

de 1941 a 1945

 

Tranqüilizado por seu pacto de não agressão a Rússia e sem chance de vitória militar ou solução política para a guerra na China, o Japão voltou-se para os impérios coloniais europeus no sudeste da Ásia. Ali os japoneses esperavam encontrar matérias-primas e mercados para obter sua independência econômica dos EUA, cada vez menos amistosos. A antipatia racial e crença na inevitabilidade do conflito perturbava as relações Japão-EUA. Após a deflagração da guerra na Europa e o colapso de muitas democracias, os EUA cujos interesses no Extremo Oriente pareciam ameaçados pelo engrandecimento do Japão, se posicionaram na vanguarda da oposição à hegemonia japonesa na Ásia Oriental.

 

 

Em Julho de 41, o Japão aproveitou-se da invasão da URSS pela Alemanha, sua aliada no Eixo, para ocupar a Indochina, provocando um bloqueio econômico dos EUA. O Japão respondeu atacando a frota americana do Pacífico, em Pearl Harbor, em 7 de dezembro. Após dez anos de consolidação de suas Forças Armadas e quatro anos de guerra na Ásia, os japoneses optaram pela guerra, na tentativa de prevenir a preparação militar dos EUA e ganhar tempo para obter recursos no Sudeste da Ásia.

Ataque à base americana de Pearl Harbor


Ao desafiar os EUA o Japão queria lutar contra a maior potência industrializado do mundo até chegar a um impasse, que permitisse uma paz negociada e o reconhecimento de sua primazia na Ásia Oriental. Os perigos implicados e os estreitos limites que o Japão teria de conduzir a guerra eram poucos compreendidos pelo alto comando japonês, seis meses após o inicio da guerra no Pacífico, o Japão havia invadido possessões norte-americanas, britânicas e holandesas no sudeste da Ásia: Hong Kong rendeu-se no Natal de 41; Cingapura, em 15 de fevereiro; as Índias Orientais Holandesas, em março; e a ultima americana nas Filipinas, corregedor em 7 de maio.

Para eliminar a presença ocidental no oeste do Pacífico e sudeste da Ásia os japoneses levaram à guerra a fronteira da Índia, à costa da Austrália e ao sudeste do Pacífico. Mas mesmo no auge de seu avanço, falharam ao tentar impor aos EUA uma derrota naval capaz de debilitar a capacidade militar e moral norte-americana. Ao contrário, uma derrota no mar de coral (maio de 42) foi seguida pela destruição de porta-aviões da marinha imperial próximo a ilha Midway. Com essa estratégia defensiva, a marinha sofreu duras perdas na campanha de Guadalcanal, a primeira contra ofensiva dos EUA (agosto de 42 a 43).

Sem condições de concluir a guerra que iniciara, o Japão perdeu sua mobilidade estratégica. Foi obrigado a lutar defensivamente em fronts separados contra múltiplos inimigos, o principal era os EUA, que prosseguiram com 4 investidas, além de apoio que ofereceram aos britânicos na Índia e aos chineses. Desde 1943, os EUA conduziram uma campanha (principalmente submarina) bem-sucedida contra a frota japonesa. Perto do final da guerra, o Japão enfrentou fome e o colapso industrial pela escassez de carregamentos e importações necessárias para sustentar a população e os esforços bélicos.

Do final de 1943 em diante, os EUA empregaram a eficiente estratégia de atacar ilhas após ilha, usando forças anfíbias que desativaram os principais centros da resistência japonesa. Os avanços americanos no Pacífico basearam-se na ofensiva irresistível de porta-aviões, levando a guerra às ilhas japonesas. Os porta-aviões permitiram à marinha dos EUA vencer batalhas do mar das Filipinas e do golfo de Leyte, em 1944 para lutar depois pela supremacia aérea no Pacífico Ocidental e nas ilhas japonesas, impondo ao Japão duro bloqueio nas últimas semanas de guerra. Foram os porta-aviões que asseguraram a captura por forças anfíbias das ilhas Marianas - base próxima o bastante para permitir a ofensiva aérea que destruiu áreas urbanas japonesas do sudeste da Ásia, privando-se de recursos pelos quais haviam entrado na guerra. A propria região vizinha ao Japão estava em processo de desintegração com a reconquista da Biramânia pelos britânicos e a ofensiva dos aliados nas Índias Orientais.

Em 1943, no Cairo, os aliados anunciaram que lutariam até a rendição incondicional do Japão despojando-o dos territórios que conquistara após 1895. Embora o Japão Não mostrasse sinais de rendição, os planejadores do pós-guerra , no Departamento de Estado dos EUA, acreditavam que o Japão desistiria da luta se soubesse que os aliados queriam dizer com "rendição incondicional" e prepararam uma declaração definindo-a em termos específicos. Ao mesmo tempo, o trabalho secreto em uma arma nuclear, estava quase concluído. Em julho de 1945, uma comissão recomendou ao presi- dente dos EUA o uso da bomba contra o Japão. O secretário da guerra norte-americano, argumentou que antes deveria dar ao Japão uma chance de se se render. Mas naquele mês, os lideres aliados aprovaram a declaração de Posdam, pedindo ao Japão que se se rende ou encarasse a destruição. Confirmaram as exigências territoriais já feitas, exigiram a ocupação do Japão pelos aliados, a eliminação das Forças Armadas e a instalação de um governo responsável e pacifista. Quando o Japão recusou essas condições, Foi ordenado que a primeira bomba atômica fosse lançada sobre Hiroshima.

Em 6 de agosto de 1945. Três dias depois a segunda bomba foi lançada sobre Nagazaki e a ofensiva soviética na Manchúria resultou na rendição, em 15 de agosto de 1945. O Japão estava exausto e derrotado. No dia 2 de setembro de 1945, a bordo do "USS Missouri" na baía de Tóquio, o general MacArthur, supremo comandante aliado, aceitou a rendição do Japão.

Fim das hostilidades não trouxe paz e estabilidade ao Extremo Oriente. A derrota européia em 1941 e a ocupação japonesa estimularam sentimentos nacionalistas e comunistas, que iriam alte- rar o mapa do leste e sudeste da Ásia nas três décadas seguintes. A tentativa de recriar impérios coloniais, após a derrota do Japão deu margem a décadas de conflitos na região.

 

_________________________________________________________________

Ir para: Textos

Ir para: 2ª Guerra Mundial - Principal