Inferno
em Hiroshima
Caos
e morte causados pela bomba atômica em Hiroshima.
Os líderes do poder aliado encontraram-se em Potsdam, na Alemanha, em uma conferência que durou do dia 17 de julho a 2 de agosto de 1945, para considerar o fato da derrota alemã e para planejar a campanha final no Pacífico de encontro ao Japão. O representante dos Estados Unidos era o presidente Truman, que tinha sucedido Roosevelt após sua morte a três meses; presente estava também Clement Attlee, que substituiu Winston Churchill como o ministro principal britânico durante a conferência. A primeira declaração emitida pelos conferencistas era "o ultimato da rendição incondicional" apresentado ao Japão no dia 26 de julho.
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Líderes Aliados na
conferência de Potsdam, julho de 1945.
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Mais cedo, durante a conferência Truman tinha informado Churchill que os Estados Unidos tinham testado com sucesso um dispositivo atômico no dia 16 de julho. Em 25 de julho, um dia antes "do ultimato", Truman requisitou a 20ª Força Aérea em Saipan usar uma das duas bombas atômicas em sua possessão na primeira oportunidade após a data de 3 de agosto, caso o Japão ainda não tivesse se rendido. No dia 29 de julho, o gabinete do Quartel-General Japonês decidiu-se por não fazer nenhum comentário sobre o ultimato, e os relatórios da imprensa americana indicaram a Truman e os demais chefes de estado que os japoneses "ignoraram-nos". Esta nota pode realmente ter sido compreendida como uma negação, o que conduziu à decisão em Washington para usar as bombas.

No dia 6 de agosto de 1945, às 8:15 da manhã, pelo horário local, o avião "Enola Gay", o B-29 do Coronel Paul Tibbetts, sentiu-se aliviado ao desafazer-se da "Little Boy", o artefato atômico de 4 t. que ele carregara penosamente durante as seis horas de vôo até chegar sobre o alvo. A tripulação recebeu uma onda de impacto daquela nuvem de 9 mil metros de altura, resultante da explosão, mas nada se equiparava com que ocorria lá embaixo na ex-cidade de Hiroshima. A mesma operação foi repetida 3 dias depois, em 9 de agosto de 1945, sobre a cidade de Nagasaki.
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Tripulação do B-29
momentos antes da missão de ataque.
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Bomba "Little
Boy".
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A destruição na cidade de Hiroshima foi brutal, quatro milhas quadradas da cidade foram transformadas em cinzas, e aproximadamente 135.000 pessoas foram mortas ou feridas.
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Um dia após a explosão uma nuven sombria ainda cobria as ruínas.
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Há
aproximadamente 900 metros do epicentro da explosão, o antigo palácio
de exposições da prefeitura de Hiroshima, conhecido hoje como
Genbaku Dome (que pode ser traduzido como Cúpula da Bomba Atômica),
se destacava na paisagem retorcida por ser a única edificação que
permaneceu em pé.
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"Meu primeiro pensamento foi que aquilo era igual ao inferno, sobre o qual eu já havia lido. Nunca vira nada parecido antes. Mas achei que se existia o inferno, era aquilo ali" - de um sobrevivente de Hiroshima, 1945.
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Vítimas da explosão
atômica.
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O comunicado do presidente americano a sua nação foi o seguinte: "Há dezesseis horas um avião americano deixou cair uma bomba em Hiroshima, onde existia uma importante base do exército japonês. Essa bomba teve um poder de destruição maior que 20.000 toneladas de TNT. Sendo mais de 2.000 vezes maior que o poder explosivo da bomba britânica Grand Slam, que foi a maior bomba usada na história das guerras".
Os japoneses começaram a guerra com o ataque no Porto da Pérola (Pearl Harbor). E agora foram retalhados. Com esta bomba nós adicionamos um novo e revolucionário artefato de destruição para suplementar o poder crescente de nossas forças armadas. Em seu formulário atual estas bombas estão agora na produção, e alguns projetos mais poderosos estão em desenvolvimento - relatórios do presidente a nação.
Uma bomba atômica se consiste em aproveitar do poder básico do universo. A força que o sol utiliza para se manter ativo, seu poder foi aprimorado e utilizado como arma de destruição.

Desde que, em 1931, a dupla Cockroft e Walton, conseguiu desintegrar o átomo, façanha considerada impossível, as coisas se precipitaram. De Enrico Fermi, passando por Albert Einstein e os Joliot-Curie, confirmava-se à possibilidade de provocar uma reação em cadeia que terminaria numa explosão atômica. Foi então que em 1938, depois de ter recebido a visita de um físico refugiado chamado Leo Szilar, Einstein, o mais famosos cientista do século XX, até então um pacifista convicto, temeroso de que os físicos a serviço do nazismo pudesse também alcançar a fabricação de uma bomba daquele tipo, escreveu para ao presidente dos Estados Unidos, Franklin Roosevelt.
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Einstein.
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Antes de 1939, a opinião aceitada dos cientistas era de que teoricamente seria possível liberar a energia atômica, mas ninguém soube como desenvolver um método prático para fazê-lo. Por 1942, entretanto, os americanos souberam que os alemães estavam trabalhando intensamente para encontrar uma maneira de adicionar a energia atômica sobre outros dispositivos de guerra. Porém falharam. Podemos nós ser gratos ao atraso do projeto alemão em começar a produção dos V-1 e V-2 e em quantidades limitadas, e mais grato ainda por não começarem produção de uma bomba atômica.
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Bomba V-1.
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Míssil V-2.
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Einstein alertou o presidente sobre as conseqüências daqueles progressos da física moderna que permitiriam, em breve, a feitura de uma super-bomba. Naquela época Einstein, na sua santa ingenuidade de homem sábio, pensou que a bomba seria poderosa o suficiente para poder explodir um porto inteiro, ou quiçá, um conjunto de quadras de uma cidade. Seja como for, recomendou a Roosevelt a sua imediata construção.
O começo científico útil à guerra começou em 1940, antes do ataque a Pearl Harbour. Os Estados Unidos contou com a ajuda da Inglaterra em grande parte no desenvolvimento de armas de guerra. Sob essa política geral a pesquisa sobre a bomba atômica foi iniciada. Com os cientistas americanos e britânicos trabalhando juntos foi possível fazer o avanço atômico antes da descoberta dos alemães.
Os Estados Unidos tiveram disponível uma gama de cientistas distintos de muitas áreas do conhecimento requerido. Também foi capaz de suprir o tenebroso gasto com recursos industriais e financeiros necessários para o projeto. Mesmo a Inglaterra sendo atacada pelo inimigo, foi decidido pelo ministro principal Churchill e o presidente Roosevelt que, era de sábia e grande importância continuar com o projeto sem cortar gastos.
O número de operários e cientistas empregados chegou no pico de 125.000 homens, trabalhando fixamente em torno de 65.000 indivíduos. Poucos sabiam o que produziam. O gasto com o projeto chegou a 2 bilhões de dólares (valor da época).
A realização dos grandes célebres em unir-se sob complexas partes do conhecimento, a capacidade de operar grandes máquinas, desenvolver soluções e métodos nunca feitos antes esclarecia a grandeza do projeto.
Agora os Estados Unidos estavam preparados para destruir mais rapidamente e completamente cada fábrica e indústria produtiva sobre o solo japonês, além de suas comunicações e demais defesas. Os americanos diziam ter oferecido a chance necessária para os líderes japoneses pouparem seu povo com o ultimato do dia 26 de julho, mas estes prontamente o rejeitaram. Agora o Japão poderia esperar uma chuva de ruína vinda do ar, algo que nunca fora visto nesta terra.
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
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