Kamikazes Aquáticos
O Kaiten era uma arma suicida da Marinha Imperial com poder devastador. Tratava-se de uma versão tripulada do torpedo amplamente fabricado de 60cm de diâmetro Tipo 93 "Long Lance" que a Frota Mista japonesa tinha usado com eficácia durante as batalhas marítimas do Pacífico. Mas um piloto humano em vez de um giroscópio guiava o Kaiten e sua poderosa ogiva em direção aos navios inimigos a uma velocidade máxima de 40 nós e um tempo de missão de até 1 hora. Com essa capacidade, o Kaiten podia correr mais que qualquer um dos destróieres americanos que protegiam a força de transporte de invasão na costa. A cabine do piloto de Kaiten era instalada a meio caminho do comprimento do torpedo, que ele controlava, um pouco submerso, vestido com uma roupa de mergulho leve, respirando por um aparelho de oxigênio estocado. Os Kaitens podiam ser lançados ou de submarino submerso ou de cercados de concreto secretos que os japoneses estavam construindo em pequenas baías e braços de mar em Kyushu e Honshu (Ilhas Japonesas).
Os
Japoneses só tinham 120 Kaitens operacionais em junho de 1945, mas estavam
aumentando rapidamente sua força, o que os analistas da inteligência americana
descobriram com alarme no final do verão.
Há muitos adeptos de submarinos pequenos para
ataques curtos a navio inimigos, os japoneses preparam grande número dessas
armas para a defesa da pátria. Um submarino em miniatura japonês fora a
primeira vítima da segunda Guerra Mundial no Pacífico, afundado por armas de
um destróier americano quando se dirigia para Pearl Harbor uma hora antes do
ataque aéreo. Quase 4 anos depois, os japoneses estavam fabricando centenas de
pequenos submarinos Koryu e Kairyu similares, para serem lançados contra a
frota aliada durante o Ketsu-go (Batalha Decisiva pela Pátria). Embora
pequenos, esses submarinos tinham significativo potencial como armas de curto
alcance.Com uma tripulação de 5 homens, o Koryu Tipo D podia se deslocar
submerso a 16 nós durante 40 minutos ou mover-se lentamente a 2,5 nós durante
50 horas.Os Koryus eram normalmente armados de dois torpedos Long Lance, mas
muitos estavam sendo preparados com ogivas de contato para uso como armas
suicidas. Trabalhando em fábricas dispersas e escondidas, os japoneses tinham
confiança de que teriam 540 Koryus operacionais no final do verão e planejavam
produzir mais a razão de 180 por mês.

Pequenos
submarinos Kairyu para dois homens era uma versão mais avançada do Koryu. Como
o bombardeio aliado tinha interrompido a produção de torpedos, muitos dos 360
submarinos completados no inicio de agosto de 1945 tinham sido preparados com
ogivas suicidas, o que teria sido tão eficaz quanto torpedos nos ancoradouros
lotados dos comboios de transporte da força tarefa de invasão.
Mas o Exército Imperial também tinha
desenvolvido uma arma suicida de superfície, o Shinyo, um barco impulsionado
por motor de caminhão, carregando duas cargas de profundidade de 120 kg com
explosivos de contato.

Embora
de longe fossem tão velozes quanto os barcos-torpedos padrão, os Shinyos para
um homem teriam rompido através de ancoragens de transporte americano porque o
Exército havia produzido os pequenos navios suicidas em grande número. No
final da guerra, 6.200 estavam prontos para atuar no Ketsu-go. Entre as maiores
ameaças à pequena infantaria de desembarque americana e aos tratores anfíbios
estavam os Fukuryu("Escondedores") japoneses da Força de Ataque
Surpresa da Costa. As minas humanas voluntárias eram equipadas com sistemas de
fornecimento de oxigênio sem bolhas, para não trair sua posição enquanto
espreitavam sob superfície entre obstáculos de desembarque na praia. Quando a
embarcação de desembarque americana se aproximava , os Fukuryus se
aglomeravam, soltando minas com detonadores de contato montados em varas.
Esperava-se que cada homem afundasse uma unidade de desembarque inimiga ou
trator anfíbio, trocando sua vida por de 40 invasores. A Marinha Imperial
planejou ter 4.000 homens treinados para servir no Ketsu-go. Alguns poderiam ser
mortos no bombardeio antes do desembarque mas muitos teriam sobrevivido para
cobrar seus direitos à unidade de desembarque americana.
Isso só em Mar, imagina o que aconteceu antes por
parte da força aérea e depois. Episódio famoso, Batalha de Okinawa, um dos
poucos episódios de que se tem material disponível cinematográfico no pacífico.
Para se ter idéia, aviões eram fabricados as pressas e não recebiam nem
armamento, apenas suas bombas e explosivos propositalmente, claro.
Mais informações podem ser encontradas no
livro:"A Última Missão" do Jim Smith, que serviu no 315º Esquadrão
de Bombardeiros da 20º Força Aérea durante a 2ºGM, onde foi operador de rádio
de um bombardeiro B-29B "Boomerang".
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
_________________________________________________________________
Ir para: Textos
Ir para: 2ª Guerra Mundial - Principal