Mitsubishi
J8M1 Shusui
Adaptação
japonesa do Messerschmitt Me-163B Komet.
Durante a guerra, os militares japoneses em cooperação com os alemães foram informados da existência do interceptador Messerschmitt Me-163B com propulsão a queima de combustível líquido. Surgiu um grande interesse pelo projeto e no final de 1943, o Japão negociou a compra para a licença de manufatura do Komet. Esta licença custou aos japoneses 20 milhões de Reichmarks, que dava também o direito da manufaturação do motor com propulsão de foguete chamado Walter HWK 109-509, incluindo um exemplo terminado. Com o início das invasões de B-29 no território japonês, as forças armadas estavam em uma busca desesperada por um interceptador eficaz contra as Super Fortalezas. Em julho de 1944, a marinha japonesa emitiu uma especificação "19-Shi" para o desenvolvimento e construção de um interceptor com propulsão a foguete baseado no Me-163B. A tarefa de projetar e de produzir a aeronave foi atribuída a fabrica Mitsubishi Jukogyo K.K. , pelo exército, e as versões da marinha foram de planejamento próprio. A designação do exército era que o interceptador deveria ter um motor com propulsão a queima de combustível líquido. O modelo experimental do exército denominava-se Ki-200 e a designação da marinha era de um i nterceptor experimental com as mesmas características chamado J8M1. O nome popular para ambas as versões era Shushi (golpe da espada).
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Messerschmitt
Me-163B
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Mitsubishi J8M1 Shusui
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A versão japonesa construída do motor de foguete HWK 109-509 foi denominada Toko Ro.2 (KR10), e teve uma pressão estimada de 3307 libras. Era completamente similar a sua inspiração alemã, mas teve algumas modificações para adaptar-se às técnicas japonesas de produção.
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O progresso no desenvolvimento do avião foi rápido, um mérito da fábrica de Mijiro Takahashi da Mitsubishi, mesmo sobre fatores negativos, pois um submarino que estava trazendo um exemplar do Me-163B e grande quantidade de fichas técnicas havia sido afundado a caminho do Japão. A equipe da Mitsubishi teve somente um simples manual de instruções para trabalhar no desenvolvimento completo da aeronave, mas um protótipo do Shusui foi terminado e pronto para ser testado em setembro 1944.
Uma versão planador do Shusui também foi projetada. Era designada para o treinamento dos pilotos que estariam voando o J8M1. A versão do planador foi chamada de MXY8 Akigusa (grama do outono), e construída pelo Dai-Ichi Kaigun Koku Gijitsusho (Primeiro Arsenal Técnico Naval do Ar) em Yokosuka. O MXY8 foi testado no aeródromo de Hyakurigahara, em Ibaragi. Voou pela primeira vez no dia 8 de dezembro de 1944, rebocado no ar por um Kyushu K10W1 do 312º Kokutai e pilotado por Toyohiko Inuzuka. Apesar de sua configuração incomum, teve um bom rendimento. Dois protótipos MXY8 adicionais foram construídos em Yokosuka.
Uma versão mais pesada do MXY8 foi planejada, nela foi inserido tanques de água para simular as características de um J8M1 carregado com seu combustível. Devia ser construída para a marinha por Maeda Koku Kenkyujo (Instituto da Aviação de Maeda) e para o exército por Yokoi Koko K.K. (Comando Aéreo de Yokoi) como planador do treinamento Ku-13. Foram construídos entre 50 e 60 destes aparelhos planadores até o final da guerra.
A marinha projetou também a construção do MXY9 Shuka (fogo do outono ), uma versão com motor modificado. Entretanto, nenhum exemplo foi terminado antes da rendição japonesa.
Os primeiros dois J8M1 construídos foram terminados sem os motores de propulsão a foguete. Os vôos com o J8M1 começaram no dia 8 de janeiro de 1945. O avião foi rebocado no ar por um Nakajima B6N1 e liberado para planar de volta até o solo. Estes vôos confirmaram os resultados básicos do projeto.
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Versão
Alemã Walter HWK 109-509
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Versão Japonesa Koko
Ro.2 (KR10)
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Os primeiros motores do foguete Toku Ro.2 foram entregues a Mitsubishi no início de junho em 1945. O primeiro J8M1 produzido estava terminado e pronto para fazer seu teste de vôo no final de junho. Infelizmente no seu primeiro vôo em 7 de julho, o motor de foguete veio a falhar durante a escalada íngreme após a decolagem e o avião deixou de funcionar. Seu piloto Toyohiko morreu. A causa da falha do motor foi devido o combustível líquido de peróxido de hidrogênio ter se deslocado à parte traseira do tanque parcialmente vazio, permitindo assim que o ar entrasse na tubulação de combustível e causando um corte na alimentação da chama. Nenhum outro vôo de teste ocorreu. O sistema de combustível dos sextos e sétimos protótipos estavam em processo de modificação quando a guerra terminou, ocorrendo assim uma abrupta parada no projeto Shusui.
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A produção do Shusui expirou de com a chegada do fim da guerra, a Mitsubishi, Nissan, e Fugi que participavam do programa encerraram o seu desenvolvimento. Um total de sete aviões Shusui haviam sido construídos pela Mitsubishi. Três planadores MXY8, mais 50 a 60 Akigusa, além de outros planadores pesados chamados de Ku-18 Shusui, que também haviam sido construídos.
Duas versões do Shusui feitos pela marinha foram concluídas, os J8M1 foram armados com dois canhões de 30 milímetros e os J8M2 tiveram um dos canhões substituído por tanques de combustíveis extras. Uma versão melhorada com maior capacidade de combustível, denominada Ki-202, deveria se tornar o projeto de interceptor prioritário do exército.
Um J8M1 foi capturado pelas forças americanas após a guerra, e levado aos EUA para avaliação. Segundo informações não confirmadas este avião capturado nunca veio a voar. Foi adquirido por Ed Maloney como sucata em 1950, e está agora em exposição no Museu de Aviões Famosos em Chino, Califórnia.
Especificações:
Extensão da Asa : 9,50 metros.
Comprimento: 6,05 metros.
Altura: 2,70 metros.
Peso máximo: 3.885 Kg
Velocidade máxima: 900 Km/h a 10.000 metros de altura.
Teto de serviço : 12.000 metros de altitude.
Autonomía: 5 min. 30 seg.
Armamento: 2 canhões Tipo 5 de 30 mm.
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
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