Os
Pára-quedistas Japoneses
nas Índias do Leste Holandesa, 1941-42.
Tropas
de Pára-quedismo Imperiais Japonesas e Transporte Aéreo.
O primeiro pára-quedas militar japonês especificamente projetado era o Modelo Tipo 01 do ano de 1941, similar à versão alemã RZ, em comum com a série D-30 italiana, tendo um diâmetro de 8.5 metros em uma forma hemisférica, com um furo no centro mais conhecido como “respiradouro”, necessário para um vôo estável.
No treinamento naval básico, os pára-quedistas japoneses praticavam saltos a uma altitude baixa ou de risco caso necessário abrir a lona reserva.
A Marinha e o exército japonês desenvolveram seus próprios métodos de treinamento e funções de ataque. A IJN optou em treinar suas tropas pára-quedistas para operações diversificadas. Em sua maioria, os ataques consistiam-se com soldados levemente armados onde teriam como tarefa tática atacar as defesas das bases aéreas inimigas, uma vez bem sucedida esta fase, os japoneses usariam rapidamente o aeródromo para pouso de seus próprios aviões de guerra suportando assim a invasão.
O 1º Yokosuka (Força Naval Especial de Pára-quedismo) foi formado no dia 20 de setembro de 1941, no distrito naval de Yokosuka, integrando 520 homens. O 2º Yokosuka deu-se forma em 15 de outubro de 1941 também pela região portuária de Yokosuka. A unidade era composta de 746 homens treinados visando a meta ofensiva mas também a defensiva. A última unidade, o 3º Yokosuka fora formado no mesmo complexo naval, e era composto de 849 pára-quedistas.
Em novembro de 1942 a unidade foi usada como infantaria da marinha na batalha nas Filipinas e dois meses mais tarde na invasão ocidental holandesa de Timor, os ataques tiveram origem da base aérea capturada em Kendari. Estas unidades levemente armadas eram usadas como “acessórios” de importância no apoio as invasões da marinha, sendo atribuídas como parte da frota. Tinham como meta apoiar exclusivamente invasões anfíbias em regiões costeiras, pois não eram treinadas para grandes ataques terrestres, embora o treinamento básico da infantaria naval japonesa fosse diferente ao exército japonês, todas as três unidades de Yokosuka foram treinadas na base do exército na planície de Kanto junto com os Grupos de Pára-quedismo do exército nipônico.
O grupo das forças armadas, também possuíam armamento leve, e obtiveram grandes sucessos em ataques em Palembang, na ilha de Sumatra. Era uma combinação perfeita com as forças imperiais terrestres.

Regimentos dos Grupos de Pára-quedismo do Exército e da Marinha.
No inicio das operações com pára-quedismo, a maioria dos aviões de transporte japoneses eram bombardeiros e caças adaptados. Desta forma surgiu a necessidade de aviões específicos para o transporte de tropas. O primeiro projeto posto em produção foi o Nakajima L2D2 codinome aliado “Tabby”, que confundiu muitos pilotos por ser parecido com o projeto aliado Douglas Dakota, porém as poucas unidades quase não foram utilizadas com as tropas, ficando apenas no transporte de cargas. Posteriormente entrou em produção o modelo Ki-56 codinome aliado “Thalla”, seguido do projeto Ki-57, Tipo 100, codinome “Topsy”, que era um modelo comercial adotado para o uso militar sem nenhuma alteração, disponível também em números limitados. Podia carregar onze passageiros ou 1.360 kg de bombas, para uma distância de 1.448 km. Utilizado em 1942 nas operações avançadas em Palembang, também no avanço japonês nos Países Baixos nas Índias do Leste, no território Australiano e Nova-Guiné.
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Ki-57 "Topsy" |
Seu interior |
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Os aviões partiam do “Império do Sol Nascente”, de uma base aérea capturada seguindo ao objetivo. A falta de transporte tornou-se visível a cada avanço do território japonês, e tornou-se mais evidente quando expandiu-se pelo leste da Ásia. Assim como outras nações na guerra, o Japão adotou aviões obsoletos no transporte de tropas e cargas, no intuito de suprir a falta de aparelhos específicos para esta função. É o caso do Mitsubishi Ki-21, Tipo 97 codinome “Sally”, bombardeiro pesado que entrou em serviço no ano de 1936 e teve um extenso serviço na campanha contra a China e, em Nomonhan na luta contra os Soviéticos.
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Mitsubishi Ki-21 "Sally" |
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A indústria aérea japonesa projetou e construiu também muitas aeronaves planadoras, utilizadas para treinamento, em transporte de veículos, blindados e tropas. Mas a produção destes aparelhos foi baixa e insuficiente.
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Planadores Japoneses |
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Após declarar guerra ao governo holandês, o Japão lançou seu primeiro ataque com grupo de pára-quedistas no aeródromo em Menado, país baixo nas Índias do Leste Holandesa, no dia 11 de janeiro de 1942. Este ataque foi iniciado primeiramente por tanques terrestres e blindados anfíbios, suplementado posteriormente pelo grupo de pára-quedistas naval 1º Yokosuka, consistido em duas companhias comandadas pelo comandante Toyoaki Horiuchi da IJN. A primeira onda vinda do ar chegou por volta das 09:00 horas da manhã, pára-quedistas saltaram de 28 aviões G3M em altitude baixa ao sul da cidade e foram ao encontro do aeródromo de Langoan. Este ataque aéreo matou aproximadamente 1.500 soldados holandeses, que foram pegos de surpresa. Foi relatado, que no conflito apenas um avião japonês foi perdido, incluido sua tropa de fuzileiros navais. Aproximados 130 pára-quedistas foram mortos e feridos, o aeródromo foi conquistado por volta das 10:30, em seguida o comandante japonês ordenou imediatamente que aviões trouxessem apoio aéreo pousando pelas pistas da base. No dia seguinte, 12 janeiro, uma segunda onda com 185 pára-quedistas também do 1º Yokosuka vieram transportados por 18 aviões G3M foram deixados sobre a mesma zona de ataque, reforçando a ocupação do aeródromo de Langoan. O 1º Yokosuka sofreu muitas baixas, 70% do número total de seus integrantes, causa que defasaria esta unidade da infantaria de pára-quedismo da marinha como uma força ofensiva eficaz.

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Pára-quedistas japoneses saltando dos G3M |
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Os conflitos com apoio dos pára-quedistas continuaram, e trouxeram grandes vitórias, tanto para o exército quanto para a marinha japonesa.
Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm
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