Unidade 731
Unidade militar secreta para pesquisa de armas químicas.

      Em 1932, o tenente-geral Ishii Shiro em conjunto com seus homens, iniciaram a construção da Fortaleza de Zhongma, que tornou-se uma grande prisão construída nos arredores de Harbin. Porém, em 1935, Ishii foi forçado a fechar o complexo, tendo que redirecionar suas instalações para Pingfang, onde iniciou a construção de um novo e amplo laboratório-prisão.

Tenente-geral Ishii Shiro

      Desta forma, deu-se início a Unidade 731 do Exército Imperial Japonês. Uma unidade médica militar secreta que tinha como meta pesquisar o uso de bactérias e vírus na destruição de seres vivos e experimentações biológicas voltados a guerra e aos seres humanos. O complexo foi disfarçado como sendo uma estação de tratamento de água, localizado em Pingfang, próximo a cidade de Harbin, ao nordeste da China oriental. Cientistas do exército fizeram experiências macabras com prisioneiros de guerra, onde humanos e animais eram infectados com uma gama de doenças para analise de resistência e fatores de infecção. Doenças como botulismo, cólera, peste bubônica, bacilos hostis e até mesmo antraz.

      Entre outras aberrações, humanos eram privados de água e alimentos até a morte, soldados rebeldes eram decaptados, prisioneiros colocados em câmaras pressurizadas até morrerem, alguns bombardeados com doses letais de raio-x, outros tinham membros inferiores ou superiores amputados (algumas vezes sem anestesia), aberrações das mais diversas foram realizadas. A unidade 731 foi dividida em oito divisões, sendo elas:

      1º Divisão - Pestes e pragas, experiências com doenças e seres vivos.

      2º Divisão - Pesquisas para armas biológicas em campo de batalha, produção de dispositivos para espalhar parasitas e germes.

      3º Divisão - Produção de defesas para agentes biológicos.

      4º Divisão - Produção de outros agentes variados.

      5º Divisão - Treinamento pessoal.

      6º, 7º e 8º Divisões - Equipamento médico e unidades administrativas.

Cientistas japoneses em experiencias abomináveis

      O complexo da unidade 731 cobria aproximadamente seis quilômetros quadrados e era formado por mais de 150 edifícios. As construções eram muito bem projetadas, de extrema resistência. Era possível produzir no local em poucos dias, aproximadamente 30 quilogramas de bactérias da peste bubônica. Em média 10 toneladas de armas biológicas foram armazenadas em vários lugares ao nordeste da China. Os japoneses tentaram destruir cada última evidência dessas armas até a rendição no fim da segunda guerra mundial, porém, evidência de que isso não foi se concretizado por completo, é o fato recente ocorrido em agosto de 2003, onde 29 trabalhadores de uma construção em Heilongjiang escavaram indevidamente um dos escudos químicos que haviam sido enterrados profundamente no solo a mais de cinqüenta anos.

      Havia outras unidades além da 731, que serve como um termo geral em descrever o programa biológico japonês da guerra. Unidades como a 543, 773, entre outras.

      Ishii quis usar armas biológicas no conflito do pacífico em 1944, mais precisamente em meados do mês de maio, mas suas tentativas foram repetidamente frustradas devido um planejamento pobre e intervenções inimigas. Quando estava evidentemente claro que a guerra terminaria logo, Ishii requisitou a destruição de todas evidências, e disse para seus homens "levarem consigo este segredo à sepultura".

Uji-50, bomba biológica desenvolvida no complexo

      Estima-se que mais de 3.000 chineses morreram nas instalações da unidade 731. Alguns historiadores japoneses nacionalistas dizem que tudo não passa de fruto da propaganda chinesa contra o Japão durante a guerra, mas recentemente o governo japonês admitiu a existência desta unidade, e para evitar conseqüências com "crimes de guerra" entrou em acordo com o governo norte-americano, os japoneses revelaram todos relatórios sobre as experiências realizadas em troca de não receber nenhuma punição pelos atos passados.

Fonte: http://www.skbrasil.com.br/artigos/artigohideki.htm

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